AO RHEDOR DO CASTELO

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sétima

Sim, felicidade, eu lembro bem deste estado solido onde eu podia tocar, e ao mesmo tempo desaparecia, nao como areia deslizando entre meus dedos, nao como uma lua por detras de mais uma nuvem passageira. Mas sim como algo que deixa toda a ciencia vasculhando calculos fisicos e quimicos, e toda a religiao colocando toda a culpa deste belo acontecimento em mãos divinas.
Sim, felicidade, eu lembro bem de tocar seu rosto, ainda molhado em lagrimas, e ver uma luz que estranhamente preenchia o meu interior, vindo de teus olhos. Vejo em teus olhos mais dos que estes dois intrigantes pontos negros, como se mil estrelas e cometas corressem a uma velocidade tao grande que gerassem esta luz. Hipnotizando tudo o que sou.
Sim, felicidade, eu nao me esqueço de tocar sorrisos, como quem seguara uma xavena de chá em tempo de clima frio! Quentes palavras que de forma tão tranquila e suave saem da tua boca, derretendo aquela velha armadura que me vestia e me protegia de lanças e espadas. Sim, um fraco cavaleiro rendido pela euforia??? Então se simples memoria em meu ser de seu ser, me faz ser um ser mais feliz, teoricamente sou um sol onde ao meu redor gravita felicidade.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Semi-aberta

É como abrir uma porta, semi-aberta, onde uma luz tenue vinda de uma lua distante na janela faz brilhar insignificantes objetos que possuem uma tal importancia em cima da mesa que dali nao sao movidos. Como quem abraça um livro depois de ler, ou sente o cheiro forte num lenço de alguem que voltou a desaparecer... A distante lua ilumina montanhas distantes, meus sonhos tao proximos de ti mas distantes de mim... Algumas nuvens razas suavemente acarinham a lua, e vão... Talves aquela luz esteja a cair em cima de uma semente, no parapeito da janela minhas mãos humidas deixam marcas na poeira do dia a dia, a mesma poeira que mesmo espalhada pela sala consegue esconder se desta tenue luz. Meus olhos se fecham e é como abrir um livro de recordaçoes onde eu mergulho e num mar onde posso me afundar. As cores tornam se solidas e a forma das sombras forma tudo aquilo que esta distante de ti. Entre a porta semi-aberta uma foto envelhecida.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Na Sétima

Caido entre dois estados de sono diferentes, vejo seu rosto.

Dorme, dorme! você diz.

Somente na força do teu olhar consegui entender o quanto

Na Vazia Sexta Porta

Vazias estão as garrafas, em cacos.
Mais uma porta sem cor nem decoração.
Nos cantos cheios de solidão a paz e o desespero convivem como dois otimos amigos.
Não passamos disso.
Apesar do tempo correr veloz e nossas vozes ecoarem dentro de nossas proprias mentes, ninguem precisa nos ouvir.
No tecto, a madeira podre ainda suportam algumas estrelas, pendentes num fio fino de esperanças, enquanto em cacos sob meus pes algumas ainda estalam.
Da janela avisto o nevoeiro, nem céu, nem horizonte. Faltam poucos centimetros para o salto. De outra arvore não se sentem nem pressão nem preocupação naquela andorinha.
Um frio indiferente percorre minha espinha, algo que se torna impossivel de se ver.
E mesmo que fosse sólido você não conseguiria entender.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Quinta Porta - No Doce Abraço da Solidão

Sonhos foram eles que invadiram meu castelo, quando tudo estava calmo e enquanto todo o mundo, que nele existia, estava distraido. Por vezes eram semeadas sementes num belo jardim, por outras haviam noites de festa com musica e fogueira ao luar. Por dentro dessa imensa muralha tudo esta calmo e existia tal como manda o quotidiano. Sonhos, vinham dos céus de todas as direções. Cresciam onde não havia espaço para semente, escorriam onde nem água surgia. Sonhos alados, pareciam nadar no ar, numa dança deslumbrante. Ninguém consegue resistir, tanto que meu mundo admirou se não só por surpresa, nem só por beleza. Brotavam flores no céu de nuvens, e borboletas razavam por todo o lado. Pequenos fogos de artificio surgiam sem mais nem menos em cantos escuros. Sozinho, meu castelo pode apreciar aquilo que era exibido. E não só, todo o meu mundo podia observar. Tinha dias que chovia petalas de rosas e no minuto a seguir o sol cegava toda a escuridão. Árvores cresciam, eram árvores de gelo, nas quais brotavam frutos. Laranjas, limões e até amora ao cair no solo transformavam se em pequenas bolas de fogo. Não queimava nem ardia! Ao olhar para o horizonte numa dessas vezes podia ver o sol a correr veloz de um lado para outro. Num nasce e renasce desenfreiado enquanto a lua serena apreciava estatica todo o movimento. Sonhos, agora sim, percebo a dimensão da sua existência, sendo ele parte da solidão, da mesma forma que uma flor possui petalas, e o céu nuvens. Então recebo abraços, beijos, sorrisos e distração, transformados em ilusões, onde a solidão me abraça para não perder a emoção.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Um Bilhete Entre o Chão e a Porta

Desolada ali no canto, teus braços abraçados ás pernas, tua luz não pode te iluminar. O rosto que agora se encontra escondido por traz dos cabelos negros, não se revelam quando te chamo.
A dor aperta teu peito, eu sinto, e nem se olhar para a distancia dos ceus eu consigo fugir desta dor.
Egoista que fui, eu sinto, mas de que valerão palavras quando a alma se encontra em cacos, perdendo-se em cada pedacinhos de si mesma.
Nada cola, na une!!!!
Toda a verdade é uma flecha que vem disparada em camera lenta de um arco.
Toda mentira é tudo aquilo que nunca existiu!
Fui enganada! Murmurios salgados de uns labios que outrora beijei.
Palavras amargas que surgem de uma voz doce. Mais lagrimas que regam o chão esteril.
Nada pode crescer sob o peso da desilusão.
Nada pode morrer quando se vive em ilusão.
A marcas em teus braços denunciam a anterior luta. Tal como os livros e copos partidos.
Teu quatro num caus natural de furacão.
Teu mundo por alguns segundos esteve em minhas mãos.
E feridos! Só você e eu!
Nem sinal de seu olhar apos um pedido de desculpas,
Mas de que te vale me perdoar?
Agora estamos em penhascos distantes onde a unica ponte eu acabei de derrubar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Candeeiros

Serenos momentos, teus olhos penetram em meu olhar, como a chama da lareira me encanta, me envolve em luz. Perdido no calor da tua presença, nunca deixo de sonhar. E por instantes o amor toma a forma inesperada em teus cabelos. Deslizando como a água na cachoeira do teu corpo. teus ombros! Acolhido na macies de teus lábios, me sinto invadido, de repente, pela louca vontade de voar, em teus braços, como se de um céu, seu corpo tratasse. Então que a tua beleza, que a muito tempo foi renegada, renasceu! Senti em meu peito as dores das tuas lágrimas secas. Senti em meu peito a cor de seus sonhos desfeitos. Acolhida na tua fortaleza. Nada pode te atingir. Es uma parte do céu, onde as estrelas querem brilhar.