Em nome do amor, parti para o desconhecido, sem saber o que iria encontrar.
Nem luz nem sombras, tudo ao redor parecia me tocar.
Ofereci minha face ao tapa, e de cara choquei com a parede.
Recuei neste labirinto, como quem vira com raiva o volante do carro e inverte o sentido para voltar e recomeçar.
Em nome do amor, reneguei Deus cada vez que ele me dizia para esquecer e o diabo todas as vezes que ele me distraia para não pensar em você.
Parabens para o sol que acabou de nascer, e eu pensei que o mundo rodava ao meu redor.
E ainda assim me confundo toda vez que olho para o ceu estrelado e vejo o universo rodando em torno de nós.
Com olhos fechados nao consigo parar.
Num movimento natural onde Meu sol brilha sempre em seu olhar.
Em nome do amor, todos os guerreiros levantam suas espadas. "Por mim ninguem passará!!!"
As marcas deixadas na areia me levam para dentro do mar.
No fundo todos sabemos nadar e podemos tocar o horizonte sem nos molhar.
Em nome do amor eu transformei meu sonho em harmonia, sem expectativas de se concretizar.
Mil anos passarão e em volta do sol continuarei a girar.
Luas virão e irão.
Mas por amor estarei sempre pronto para lutar.
Mais pedras caídas no tabuleiro, quem é louco em me desafiar?
Por amor caem folhas de uma antiga primavera, transformando seus lábios em frutas e teus olhos em gotas de alvorada.
Doces como mel, serenos da rotina.
Por amor a minha própria consciência, deixei de tentar te esquecer.
Seria como arrancar de um pássaro o canto ou de um peixe suas escamas.
Tal como em Rhedor arrancar as areias do deserto e fazer dele um mar, deixando assim de ser sua real essência.
Em nome de um amor todos os seres vão ate o fim da vida sem saber o que vão encontrar!
domingo, 3 de março de 2013
sexta-feira, 12 de março de 2010
Pétala na Areia
Por vezes quero voar... deixando meu espirito suspenso em seu olhar.
Por vezes quero correr... sentindo o impulso magnetico da tua presença.
As vezes me pego nas nuvens como um passaro olhando para o mar, procurando em um vasto oceano um lugar firme para me aconchegar.
Outras vezes rasgo a terra com a furia e a violencia necessaria de uma semente, pronta para tocar o sol.
Nascendo e renascendo indiferente ao verao ou inverno de cada dia. Estou aqui!
Em teus olhos vejo mais do que luz e lagrimas, vejo um horizonte onde nao existe fim e posso apreciar em ti o ceu e o mar.
Nem todos podemos amar
Nem todos podem nos amar
Sendo o mundo de muita cor
Somos um feitos de magia e amor
Abrir os olhos é alcançar o ceu
Abrir o coração é transformar o horizonte em algo infinito.
Por vezes quero correr... sentindo o impulso magnetico da tua presença.
As vezes me pego nas nuvens como um passaro olhando para o mar, procurando em um vasto oceano um lugar firme para me aconchegar.
Outras vezes rasgo a terra com a furia e a violencia necessaria de uma semente, pronta para tocar o sol.
Nascendo e renascendo indiferente ao verao ou inverno de cada dia. Estou aqui!
Em teus olhos vejo mais do que luz e lagrimas, vejo um horizonte onde nao existe fim e posso apreciar em ti o ceu e o mar.
Nem todos podemos amar
Nem todos podem nos amar
Sendo o mundo de muita cor
Somos um feitos de magia e amor
Abrir os olhos é alcançar o ceu
Abrir o coração é transformar o horizonte em algo infinito.
segunda-feira, 1 de março de 2010
A queda de Valquiria
Os cavalos de Valquiria estão partindo, ela ainda caida, tem a alma perdida. "Para onde vão meus soldados", ela sussurra, mais forte que ela, agora é a fadiga, que nunca antes em momento algum, poderia derrubar sequer um semi-deus. A neve ao redor tomou a cor de seu sangue e a forma de seu corpo, caido.Nem nessa hora, no fim de tudo, ela deixa de olhar para longe, alem do céu.
Nem nessa hora, no fim do mundo, ela deixa de brilhar seus olhos, como sempre brilhou.
Em punho ainda a espada erguida como se levantasse contra o ceu.
Nas lembranças, portas que se batem atras das costas, afinal de contas para frente é caminho do futuro. A morte seria apenas um acontecimento condicionado pela casualidade, ou o destino final?
As sompras de alguns passaros agora passam ao lado, mesmo entre o corpo caido e uma rocha.
Quantos deuses eu transformei, aqueles que vorazmente lançaram seus gritos loucos de guerra por esse bosque.
Quantos semi-deuses eu levei aos pes daquele que deu um olho para ver e ergueu-se com os pes para os ceus.
Cada peça faz a sua parte, uma porta feita pra fechar e abrir, uma ponte para atravessar!
Cada objeto tem claramente um nivel maximo de utilidade, uma torre para barricar, um cavalo para voar.
Negros cabelos que ainda resistem a brancura da neve humida, seu corpo ainda brilha como um raio durante o luar.
Sereno o vento em Rhedor é apenas outro condição que o destino coloca, sem que deixe sequer parar.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Sétima
Sim, felicidade, eu lembro bem deste estado solido onde eu podia tocar, e ao mesmo tempo desaparecia, nao como areia deslizando entre meus dedos, nao como uma lua por detras de mais uma nuvem passageira. Mas sim como algo que deixa toda a ciencia vasculhando calculos fisicos e quimicos, e toda a religiao colocando toda a culpa deste belo acontecimento em mãos divinas.
Sim, felicidade, eu lembro bem de tocar seu rosto, ainda molhado em lagrimas, e ver uma luz que estranhamente preenchia o meu interior, vindo de teus olhos. Vejo em teus olhos mais dos que estes dois intrigantes pontos negros, como se mil estrelas e cometas corressem a uma velocidade tao grande que gerassem esta luz. Hipnotizando tudo o que sou.
Sim, felicidade, eu nao me esqueço de tocar sorrisos, como quem seguara uma xavena de chá em tempo de clima frio! Quentes palavras que de forma tão tranquila e suave saem da tua boca, derretendo aquela velha armadura que me vestia e me protegia de lanças e espadas. Sim, um fraco cavaleiro rendido pela euforia??? Então se simples memoria em meu ser de seu ser, me faz ser um ser mais feliz, teoricamente sou um sol onde ao meu redor gravita felicidade.
Sim, felicidade, eu lembro bem de tocar seu rosto, ainda molhado em lagrimas, e ver uma luz que estranhamente preenchia o meu interior, vindo de teus olhos. Vejo em teus olhos mais dos que estes dois intrigantes pontos negros, como se mil estrelas e cometas corressem a uma velocidade tao grande que gerassem esta luz. Hipnotizando tudo o que sou.
Sim, felicidade, eu nao me esqueço de tocar sorrisos, como quem seguara uma xavena de chá em tempo de clima frio! Quentes palavras que de forma tão tranquila e suave saem da tua boca, derretendo aquela velha armadura que me vestia e me protegia de lanças e espadas. Sim, um fraco cavaleiro rendido pela euforia??? Então se simples memoria em meu ser de seu ser, me faz ser um ser mais feliz, teoricamente sou um sol onde ao meu redor gravita felicidade.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Semi-aberta
É como abrir uma porta, semi-aberta, onde uma luz tenue vinda de uma lua distante na janela faz brilhar insignificantes objetos que possuem uma tal importancia em cima da mesa que dali nao sao movidos. Como quem abraça um livro depois de ler, ou sente o cheiro forte num lenço de alguem que voltou a desaparecer... A distante lua ilumina montanhas distantes, meus sonhos tao proximos de ti mas distantes de mim... Algumas nuvens razas suavemente acarinham a lua, e vão... Talves aquela luz esteja a cair em cima de uma semente, no parapeito da janela minhas mãos humidas deixam marcas na poeira do dia a dia, a mesma poeira que mesmo espalhada pela sala consegue esconder se desta tenue luz. Meus olhos se fecham e é como abrir um livro de recordaçoes onde eu mergulho e num mar onde posso me afundar. As cores tornam se solidas e a forma das sombras forma tudo aquilo que esta distante de ti. Entre a porta semi-aberta uma foto envelhecida.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Na Sétima
Caido entre dois estados de sono diferentes, vejo seu rosto.
Dorme, dorme! você diz.
Somente na força do teu olhar consegui entender o quanto
Na Vazia Sexta Porta
Vazias estão as garrafas, em cacos.
Mais uma porta sem cor nem decoração.
Nos cantos cheios de solidão a paz e o desespero convivem como dois otimos amigos.
Não passamos disso.
Apesar do tempo correr veloz e nossas vozes ecoarem dentro de nossas proprias mentes, ninguem precisa nos ouvir.
No tecto, a madeira podre ainda suportam algumas estrelas, pendentes num fio fino de esperanças, enquanto em cacos sob meus pes algumas ainda estalam.
Da janela avisto o nevoeiro, nem céu, nem horizonte. Faltam poucos centimetros para o salto. De outra arvore não se sentem nem pressão nem preocupação naquela andorinha.
Um frio indiferente percorre minha espinha, algo que se torna impossivel de se ver.
E mesmo que fosse sólido você não conseguiria entender.
Mais uma porta sem cor nem decoração.
Nos cantos cheios de solidão a paz e o desespero convivem como dois otimos amigos.
Não passamos disso.
Apesar do tempo correr veloz e nossas vozes ecoarem dentro de nossas proprias mentes, ninguem precisa nos ouvir.
No tecto, a madeira podre ainda suportam algumas estrelas, pendentes num fio fino de esperanças, enquanto em cacos sob meus pes algumas ainda estalam.
Da janela avisto o nevoeiro, nem céu, nem horizonte. Faltam poucos centimetros para o salto. De outra arvore não se sentem nem pressão nem preocupação naquela andorinha.
Um frio indiferente percorre minha espinha, algo que se torna impossivel de se ver.
E mesmo que fosse sólido você não conseguiria entender.
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