AO RHEDOR DO CASTELO

domingo, 30 de junho de 2013

Enigma dos biscoitos

Uma mulher, que acabou de comprar uma xícara de café e cinco biscoitos de chocolate, sentou-se em uma mesa em frente à loja de biscoitos, de frente para um homem desconhecido que estava sentado na mesma mesa. Depois de provar o café, ela tirou um biscoito do pacote.
Assim que ela começou a comer, o homem pegou o pacote e tirou um biscoito.
Paralisada de raiva, silêncio e descrença, ela comeu o primeiro biscoito e pensou no que fazer depois. Será que ela imaginou o que ela tem certeza que viu? Ele teria coragem de fazer isso novamente? Finalmente quando a curiosidade passou, ela pegou um segundo biscoito no pacote. Confiante, o homem também foi e pegou outro biscoito, estampando um enorme sorriso no rosto enquanto comia. Somente a sua certeza de um autocontrole impecável a impediu de protestar contra esse ladrão de biscoitos. Afinal, a arrogância deste homem era extraordinária, e ele não parecia um mendigo, vestido de terno e gravata.
Já que havia apenas um biscoito sobrando, ela engoliu o seu segundo biscoito e novamente foi ao pacote. Mas ele foi mais rápido. Com um sorriso radiante, e ainda nenhuma palavra, ele quebrou o biscoito que sobrava ao meio e ofereceu a ela. Em total descontentamento, um olhar de indignação começou a se formar, ela então se levantou, pegou sua grande bolsa e foi rapidamente em direção ao carro. No carro ela até deixou escapar uma pequena ofensa de seus lábios, enquanto procurava as chaves na bolsa.
Seus dedos acharam, ao lado das chaves, seu pacote de biscoitos fechado! Essa mulher sofreu uma mudança abrupta na visão de seu próprio comportamento, como uma extensão ao seu equívoco na situação dos biscoitos. Seu paradigma, neste caso, a levou a uma série de julgamentos errôneos.


A base sobre a qual fazemos julgamentos, o ideal sobre o qual nós medimos o comportamento humano, é o nosso paradigma.

Extraido de:
Cinco Passos para o
Poder Pessoal
Como Se Fortalecer Para Uma Vida Extraordinária

Patrick J. Ryan



domingo, 3 de março de 2013

Em teu nome...amor

Em nome do amor, parti para o desconhecido, sem saber o que iria encontrar.
Nem luz nem sombras, tudo ao redor parecia me tocar.
Ofereci minha face ao tapa, e de cara choquei com a parede.
Recuei neste labirinto, como quem vira com raiva o volante do carro e inverte o sentido para voltar e recomeçar.
Em nome do amor, reneguei Deus cada vez que ele me dizia para esquecer e o diabo todas as vezes que ele me distraia para não pensar em você.
Parabens para o sol que acabou de nascer, e eu pensei que o mundo rodava ao meu redor.
E ainda assim me confundo toda vez que olho para o ceu estrelado e vejo o universo rodando em torno de nós.
Com olhos fechados nao consigo parar.
Num movimento natural onde Meu sol brilha sempre em seu olhar.
Em nome do amor, todos os guerreiros levantam suas espadas. "Por mim ninguem passará!!!"
As marcas deixadas na areia me levam para dentro do mar.
No fundo todos sabemos nadar e podemos tocar o horizonte sem nos molhar.
Em nome do amor eu transformei meu sonho em harmonia, sem expectativas de se concretizar.
Mil anos passarão e em volta do sol continuarei a girar.
Luas virão e irão.
Mas por amor estarei sempre pronto para lutar.
Mais pedras caídas no tabuleiro, quem é louco em me desafiar?
Por amor caem folhas de uma antiga primavera, transformando seus lábios em frutas e teus olhos em gotas de alvorada.
Doces como mel, serenos da rotina.
Por amor a minha própria consciência, deixei de tentar te esquecer.
Seria como arrancar de um pássaro o canto ou de um peixe suas escamas.
Tal como em Rhedor arrancar as areias do deserto e fazer dele um mar, deixando assim de ser sua real essência.
Em nome de um amor todos os seres vão ate o fim da vida sem saber o que vão encontrar!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Pétala na Areia

Por vezes quero voar... deixando meu espirito suspenso em seu olhar.
Por vezes quero correr... sentindo o impulso magnetico da tua presença.
As vezes me pego nas nuvens como um passaro olhando para o mar, procurando em um vasto oceano um lugar firme para me aconchegar.
Outras vezes rasgo a terra com a furia e a violencia necessaria de uma semente, pronta para tocar o sol.
Nascendo e renascendo indiferente ao verao ou inverno de cada dia. Estou aqui!
Em teus olhos vejo mais do que luz e lagrimas, vejo um horizonte onde nao existe fim e posso apreciar em ti o ceu e o mar.
Nem todos podemos amar
Nem todos podem nos amar
Sendo o mundo de muita cor
Somos um feitos de magia e amor
Abrir os olhos é alcançar o ceu
Abrir o coração é transformar o horizonte em algo infinito.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A queda de Valquiria

Os cavalos de Valquiria estão partindo, ela ainda caida, tem a alma perdida. "Para onde vão meus soldados", ela sussurra, mais forte que ela, agora é a fadiga, que nunca antes em momento algum, poderia derrubar sequer um semi-deus. A neve ao redor tomou a cor de seu sangue e a forma de seu corpo, caido.
Nem nessa hora, no fim de tudo, ela deixa de olhar para longe, alem do céu.
Nem nessa hora, no fim do mundo, ela deixa de brilhar seus olhos, como sempre brilhou.
Em punho ainda a espada erguida como se levantasse contra o ceu.
Nas lembranças, portas que se batem atras das costas, afinal de contas para frente é caminho do futuro. A morte seria apenas um acontecimento condicionado pela casualidade, ou o destino final?
As sompras de alguns passaros agora passam ao lado, mesmo entre o corpo caido e uma rocha.
Quantos deuses eu transformei, aqueles que vorazmente lançaram seus gritos loucos de guerra por esse bosque.
Quantos semi-deuses eu levei aos pes daquele que deu um olho para ver e ergueu-se com os pes para os ceus.
Cada peça faz a sua parte, uma porta feita pra fechar e abrir, uma ponte para atravessar!
Cada objeto tem claramente um nivel maximo de utilidade, uma torre para barricar, um cavalo para voar.
Negros cabelos que ainda resistem a brancura da neve humida, seu corpo ainda brilha como um raio durante o luar.
Sereno o vento em Rhedor é apenas outro condição que o destino coloca, sem que deixe sequer parar.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sétima

Sim, felicidade, eu lembro bem deste estado solido onde eu podia tocar, e ao mesmo tempo desaparecia, nao como areia deslizando entre meus dedos, nao como uma lua por detras de mais uma nuvem passageira. Mas sim como algo que deixa toda a ciencia vasculhando calculos fisicos e quimicos, e toda a religiao colocando toda a culpa deste belo acontecimento em mãos divinas.
Sim, felicidade, eu lembro bem de tocar seu rosto, ainda molhado em lagrimas, e ver uma luz que estranhamente preenchia o meu interior, vindo de teus olhos. Vejo em teus olhos mais dos que estes dois intrigantes pontos negros, como se mil estrelas e cometas corressem a uma velocidade tao grande que gerassem esta luz. Hipnotizando tudo o que sou.
Sim, felicidade, eu nao me esqueço de tocar sorrisos, como quem seguara uma xavena de chá em tempo de clima frio! Quentes palavras que de forma tão tranquila e suave saem da tua boca, derretendo aquela velha armadura que me vestia e me protegia de lanças e espadas. Sim, um fraco cavaleiro rendido pela euforia??? Então se simples memoria em meu ser de seu ser, me faz ser um ser mais feliz, teoricamente sou um sol onde ao meu redor gravita felicidade.